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Semana 5 · Social Selling

Improviso vs. processo escalável

Post 1

Uma operação de 5 caminhões consegue rodar no grupo de WhatsApp e na planilha compartilhada. Funciona.

Uma operação de 50 caminhões tentando fazer a mesma coisa não está "funcionando". Está sobrevivendo por pouco, todo santo dia.

O erro de leitura: achar que planilha e WhatsApp são "só uma ferramenta provisória" que dá pra manter até "ter tempo de trocar". Na prática, cada mês que passa usando essa estrutura pra crescer é mais dado espalhado, mais decisão sem rastro, mais dependência de quem "lembra como era antes".

O impacto real aparece quando a operação cresce mais rápido do que a estrutura informal consegue segurar: mensagem se perde no grupo, versão da planilha desatualiza, ninguém sabe qual é a fonte de verdade. A empresa não percebe que parou de crescer com controle — só percebe quando alguma coisa já quebrou visivelmente.

A resposta prática não é "proibir WhatsApp" — é definir o que precisa de rastro, regra e histórico (cadastro, tratativa de exceção, aprovação) e tirar isso do informal, mesmo que o resto continue ágil. Governança não é burocracia. É a diferença entre crescer e só ficar maior.

Se sua operação depende de alguém lembrar o que foi combinado no grupo há três semanas, você não tem processo. Tem sorte administrada em grupo de WhatsApp.

Post 2

Numa operação, toda exceção "era resolvida por quem estivesse disponível no momento".

Resultado: as mesmas exceções se repetiam, porque ninguém era dono de resolver a causa — só o sintoma daquele dia.

O erro de leitura: achar que resolver a exceção rápido é a mesma coisa que ter controle sobre ela. Não é. Resolver rápido sem dono, sem prazo e sem critério só garante que a próxima exceção igual também vai pegar todo mundo de surpresa de novo.

O impacto real de exceção sem dono: ela nunca vira aprendizado, só vira rotina disfarçada de imprevisto. O time se acostuma a apagar incêndio e chama isso de "sermos ágeis", quando na verdade é ausência de estrutura pra tratar o que já é previsível.

A resposta prática: toda exceção recorrente ganha um dono (quem decide), um SLA (em quanto tempo decide) e um critério (com base em quê decide). Isso não elimina a exceção — exceção sempre vai existir — mas tira ela do improviso e coloca ela sob governança.

Operação que dá dono e prazo pra exceção para de reagir e começa a prever. É a diferença entre apagar incêndio pra sempre e instalar um sprinkler.